Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de várias autoridades e personalidades do meio artístico, aconteceu nesta quinta-feira (27/05), a reinauguração mais esperada deste ano de 2010.
Após mais de 30 meses de obras de descupinização e recuperação do telhado, das instalações hidráulicas e elétricas, dos foyers, dos camarins e da sala de espetáculos, numa despesa orçada em torno de 70 milhões de reais, a população do Rio tem de volta um dos mais importantes símbolos da artes no Brasil. Construído na primeira década do século XX, na gestão de Pereira Passos, e inaugurado por Nilo Peçanha em 1909 depois de cinco anos. Considerada como obra recorde para a época, o Theatro Municipal tem capacidade para 2.361 lugares, distribuídos por platéia, frisas, camarotes, balcão nobre, balcão simples e galerias. E de qualquer desses lugares, os espetáculos podem ser apreciados com total visibilidade.
Nesse domingo (30/05), a programação teve preço popular, e ficou por conta da ópera infanto-juvenil, composta por moradores das cidades ribeirinhas do Estado de Belém do Pará, patrocinada pela VALE. Encenaram a peça musicada "O Viajante das Lendas Amazônicas". Um espetáculo perfeito em sua estrutura de interpretação musical e teatral, sustentado pelas mais de 70 vozes que dão vida a apresentação.
Eu estive lá e, como todos os que estiveram, a sensação ao final do evento era muito gratificante. A peça fala sobre a Amazônia e sua tradição indígena, e o quanto ela representa para o nosso País. Pena ser apresentação única! Como sempre, durante os eventos na casa, existe uma proibição para filmagens ou fotos, estas só são permitidas antes ou após o final da atividade cênica.
Aproveitando essa liberação, eu quis trazer para os leitores do "MaiorIdade" um pouco dessa sensação com as imagens do vídeo sobre as obras de restauração no teatro, que nos é mostrado antes do espetáculo. Uma bela abertura para aquilo que vamos ver, e também para mostrar ao público o tamanho da obra.
Espero que gostem, e se puderem, vale a pena conferir como ficou o espaço, mesmo que só passando pelo local. As melhorias são bem visíveis na fachada externa.

