sábado, 5 de junho de 2010

Um símbolo de luta ambiental

Douglas Melgaço


O movimento ambientalista e comunitário da Freguesia, no ano de 1989, mobilizou-se contra a ameaça de loteamento e construção civil dentro do Bosque da Freguesia. Última área de Mata Atlântica do bairro, de propriedade da Dirija Distribuidora de Veículos S.A. .

A Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (AMAF), a Associação de Moradores do Jardim Urussanga (AMJU) e o Grupo de Defesa Ecológica (Grude), procuraram o vereador Alfredo Sirkis, que participou ativamente das mobilizações e apresentou um projeto de lei para tombar o Bosque como área de proteção ambiental.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Vereadores, mas foi vetado pelo então prefeito Marcelo Alencar (por motivos técnicos). A Câmara, pressionada por uma intensa mobilização, derrubou o veto. A lei foi promulgada, mas a Dirija obteve vitória com a justiça reconhecendo a validade da licença de construção que obtivera. O prefeito então, decidiu apoiar a mobilização do vereador Sirkis e das entidades envolvidas, e não permitiu que a obra fosse iniciada.

Por essa época, o Bosque ficou fechado durante um tempo e começou a sofrer um processo de degradação, com roubos da areia local, incêndios provocados, desova de cadáveres, refúgio de assaltantes, etc.

A intervenção de Alfredo Sirkis, funcionando como negociador entre a Dirija e as entidades locais para se chegar à alguma solução, perdurou por um bom tempo. Dessa negociação foi elaborado um texto de acordo em que a Concessionária doaria à prefeitura do Rio de Janeiro 85% da área total do Bosque, ficando com os restantes 15% para construir sua locadora de veículos e, um shopping - Rio Shopping, na Estrada do Gabinal, n°313. Essas duas construções, já são partes integrantes do bairro da Freguesia, assim como o Bosque - o motivo maior dessa mobilização.

O local mantido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente é um símbolo da luta ambiental para o bairro. Políticos, moradores e ONGs se envolveram nessa causa. Em breve inclusive, a ONG Grude, pretende transferir sua biblioteca ecológica para o Parque Natural Municipal da Freguesia - ou mais comumente chamado, "O Bosque".

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